Um livro digital para o médico e a médica da Atenção Primária. Ele não resolve as limitações do seu contexto: ajuda a organizar o que está no seu controle, o próprio raciocínio clínico.
Pagamento único, sem assinatura. Checkout na Hotmart, com acesso liberado após a confirmação do pagamento.
Este livro nasceu de uma convicção simples: a maior parte das pessoas que vivem com doença grave está no território, vinculada a uma equipe, sendo acompanhada por você.
Pessoas com fragilidade e declínio funcional, com demência, com câncer, com insuficiências orgânicas em progressão. Elas já são acompanhadas por você, e é na Atenção Primária que o cuidado encontra o que tem de mais precioso: o tempo, a continuidade e o vínculo construído ao longo dos anos.
Nós dois vivemos isso como médicos de família antes de nos formarmos em Medicina Paliativa. Foi na ponta, atendendo no consultório e na casa das pessoas, que sentimos na pele a distância entre aquilo de que o paciente precisava e o que nos haviam ensinado a oferecer. Carregamos o peso de cuidar de quem enfrenta uma doença que ameaça a vida, muitas vezes sem ter pedido por isso e quase sempre sem nos sentirmos totalmente preparados.
Esse incômodo não nos largou, e com o tempo descobrimos que ele tinha nome: faltava, no Brasil, ensino dessas competências para o médico que não é especialista na área e ainda assim decide.
Vale separar as duas, porque elas pedem respostas diferentes.
A primeira é do contexto, e é real: o tempo de consulta, o tamanho da equipe, a morfina que não consta na lista de dispensação do seu município, o receituário de controle especial que nem sempre tem fluxo organizado. A isso se soma a retaguarda especializada, que depende da implementação efetiva da política, com equipes funcionantes e profissionais qualificados, um processo que ainda está em construção no país. Este livro não resolve nada disso.
A segunda é sua: como você avalia, em que ordem você pensa, o que você pergunta primeiro, o que você registra e quando você reavalia. É aí que um método muda alguma coisa.
Para esse tipo de decisão não existe protocolo, e não vai existir: cada pessoa, cada família e cada trajetória pedem uma leitura própria. Existe método. E um raciocínio organizado e estruturado não elimina a incerteza: reduz a incerteza a um tamanho com que dá para trabalhar.
Na prática, isso significa que reconhecer o limite estrutural com precisão ajuda a planejar o cuidado com mais realismo, dentro do que existe aí.
Não é um tratado para especialistas, nem um manual de bolso. É um livro de conteúdo instrumental, feito para ser aplicado no seu dia a dia, de uma forma ao mesmo tempo pragmática, aprofundada e reflexiva.
O que ele quer oferecer são três coisas que fazem diferença no cuidado real: segurança técnica, ferramentas práticas e compaixão.
A promessa é a que está escrita no prefácio, sem aumentar nada: se ele lhe der um pouco mais de segurança para cuidar e um pouco mais de serenidade para reconhecer limites, terá cumprido o que se propôs.
Vale destacar o que está escrito ali. Reconhecer o limite faz parte do método: saber onde a sua conduta rende mais, onde rende menos e o que fazer dentro do que existe.
Não é preciso ler tudo de uma vez. Use este livro como um companheiro de trabalho: volte a ele, questione, leve para a sua equipe.
Cada capítulo responde a uma pergunta que aparece na consulta, e a ordem não é decorativa. Cada um também funciona sozinho, quando a sua dúvida for pontual.
A definição ampliada do campo e a que adotamos como referência neste livro, por que isso importa logo na Atenção Primária e como as doenças avançam ao longo do tempo. O capítulo encara de frente os mitos mais comuns, um a um.
A Pergunta Surpresa e os instrumentos de identificação de necessidade paliativa em suas versões brasileiras, o NECPAL-BR e o SPICT-BR: o que cada um mostra, onde cada um rende menos e como usar as três ferramentas juntas na sua realidade.
Quais sintomas mais causam sofrimento, a Dor Total, os princípios práticos do tratamento da dor e os opioides na Atenção Primária. Inclui o guia para o momento em que você precisa, de fato, começar morfina, seja para dor, seja para dispneia: doses iniciais, intervalos, apresentações disponíveis no Brasil, titulação, efeitos adversos e seguimento. E, além da dor e da falta de ar, os outros sintomas que mais aparecem.
Por que comunicar bem já é cuidar, o protocolo SPIKES para notícias difíceis e o que vem além dele, como acolher emoções, os objetivos de cuidado e a reunião familiar passo a passo. Com falas prontas entre aspas, para você usar ou adaptar.
Os quatro princípios da bioética e o método deliberativo de Diego Gracia, aplicado a um caso do começo ao fim: um modo de pensar de forma ordenada quando não há resposta técnica pura.
O que sustenta os Cuidados Paliativos no Brasil, as resoluções que respaldam a sua prática, a distinção entre tratamento fútil e potencialmente inapropriado e o caminho do paternalismo à decisão compartilhada.
Ele foi escrito para você, médico e médica da Atenção Primária à Saúde, com ou sem título de Medicina de Família e Comunidade, na Unidade Básica de Saúde, na Estratégia Saúde da Família ou no domicílio.
Começamos por aqui de propósito: foi na Atenção Primária que essa necessidade primeiro nos saltou aos olhos.
Médicos de outras áreas da assistência clínica podem aproveitar boa parte do conteúdo, e seria falso dizer que não. Ainda assim, é preciso ponderar que as escolhas do livro partem dos recursos, do ritmo e do seguimento longitudinal da Atenção Primária, e isso aparece em cada capítulo.
Quem escreve
R$ 77
Comprar agoraLivro digital em PDF, 1ª edição, 2026. Pagamento único de R$ 77.
O checkout é feito na Hotmart, e o acesso é liberado após a confirmação do pagamento. Não há assinatura, mensalidade nem renovação.
Não é preciso ler tudo de uma vez, nem na ordem. Volte a ele na semana em que a dúvida aparecer.
Não. Ele foi escrito para quem não é especialista e ainda assim acompanha pessoas com doença grave. Essas competências qualificam o seu cuidado e, por isso, devem ser exercidas por quem está na ponta, sobretudo na Atenção Primária.
Não exclusivamente. Os princípios de controle de sintomas, de comunicação e de deliberação ética valem em qualquer serviço de assistência clínica. Ainda assim, é preciso ponderar que as escolhas do livro partem dos recursos, do ritmo e do seguimento longitudinal da APS, e isso aparece em cada capítulo.
Não. O livro parte do essencial e abre cada sigla e cada termo antes de usá-lo.
Não. Ele trabalha competências essenciais para a prática clínica e não substitui residência, pós-graduação ou titulação.
Não é obrigatório. Os capítulos foram encadeados de propósito, mas cada um funciona como consulta isolada quando a dúvida é pontual.
Sim. O capítulo sobre alívio de sintomas tem uma seção feita para o momento em que você precisa, de fato, prescrever morfina pela primeira vez: doses iniciais, intervalos, apresentações disponíveis no Brasil, o que orientar ao paciente e à família, como titular, como acompanhar e como reconhecer intoxicação.
Não. Esse é um limite estrutural. O que o livro faz é nomear a barreira com precisão, da lista municipal de dispensação ao receituário de controle especial, e ajudar você a planejar o cuidado dentro do que existe aí.
É, e o título diz isso. Mas o que ele ensina são competências clínicas de que você já precisa hoje: reconhecer quem está piorando, aliviar sintoma, conduzir a conversa difícil, decidir com respaldo e sustentar a decisão. Não é um curso de área, é um método para o tipo de caso que chega até você.
Não. É um livro digital, e só. Ele não é porta de entrada para nenhum outro produto.
Não. É um livro digital em PDF, para ler no computador, no tablet ou no celular.
A compra é feita na Hotmart, e o acesso é liberado após a confirmação do pagamento.
Não. É um material educacional, escrito para apoiar a sua prática. Ele não substitui o seu juízo clínico, a avaliação individual de cada pessoa sob o seu cuidado nem a relação entre você e quem você atende.
Este livro não muda a estrutura em que você trabalha, e nenhum livro muda. Ele ajuda a organizar a parte que está no seu controle: o modo como você avalia, a ordem em que você pensa, as palavras que você tem à mão e o que você combina de reavaliar na próxima consulta.
Esse cuidado começa muito antes do fim da vida, a comunicação compassiva é uma competência técnica e a autonomia da pessoa cuidada orienta cada decisão. É disso que o livro trata, do começo ao fim.
Se ele lhe der um pouco mais de segurança para cuidar e um pouco mais de serenidade para reconhecer limites, terá cumprido o que se propôs.
Obrigado por caminhar com a gente.
Ricardo e Matheus